domingo, 12 de agosto de 2012

Breve Descrição de Pai

Ao meu pai.

"O pai na verdade só começa a ser pai mesmo, depois que os filhos nascem; até então é um mero coadjuvante que só participa do processo sem estar efetivamente comprometido.

Não sofreu com as dificuldades do ventre avolumado, do seio crescente, das roupas que não são confortáveis..., sequer pode se queixar que as pernas incharam e que os exames de rotina incomodam.

Por isso, que o homem só começa a ser pai, efetivamente, quando os filhos nascem.


Aí, sim, o homem exercita todas as suas habilidades; só não consegue amamentar porque a natureza não lhe permite, mas, quanto ao resto ele tenta ser igual a uma mãe.

Limpar cocô, xixi, vômito como a mãe ele até tenta, mas não consegue. Ficar acordado é muito difícil, pois no dia seguinte tem que trabalhar; tenta ser solidário nas noites de cólica, mas...

Nas tarefas mais fáceis, como escolher a roupinha que será usada, ele também tenta; e, a medida que os filhos crescem, as dificuldades do pai vão aumentando:

- Ter o olho cuidadoso para evitar quedas e batidas;

- As bronquinhas para corrigir os desvios;

- A educação e os bons hábtitos;

- Auxiliar nos deveres da escola, etc.

Tudo ele tenta como a mãe..., mas, não consegue.

Aí, o pai vira avô e acha que conseguirá fazer com os netos o que já tentou fazer com os filhos e não conseguiu.

Só então cai a ficha: por mais que ele tenha tentado, ele não consegue substituir a mãe.

Pode ser companheiro, educador, parceiro, confidente, zelozo, provedor, o adjetivo que queiram, mas no fundo, no fundo,

Pai, é com muito orgulho, uma Vice Mãe!

                                 Luiz Carlos Lopes Corrêa."


Te amo muito minha vice-mãe!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Emoções


As emoções são estados interiores, caracterizados por pensamentos, sensações, reações fisiológicas e comportamentos expressivos específicos. Elas surgem de forma súbita e parecem difíceis de se controlar. Também, não determinam o comportamento, mas aumentam o incitamento, a reatividade ou a irritabilidade; não podendo serem observadas ou medidas diretamente.

Gael irritado!
 
Não se sabe ao certo quantas emoções as pessoas sentem mas, estudos apontam que 10 (dez) delas podem ser experienciadas pelo mundo inteiro – são as chamadas emoções universais: alegria, raiva, desagrado, medo, surpresa, tristeza, interesse, vergonha, desprezo e culpa.

Para explicar o surgimento das emoções, destacam-se 02 (duas) teorias: a Teoria da Resposta Periférica e a Teoria do Incitamento Inespecífico. Até o momento, não se favorece um único modelo, ao contrário, aspectos de cada uma das teorias encontram suporte, o que demonstra que ambas estão parcialmente corretas, pois, sinais variados – faciais, fisiológicos, cognitivos e situacionais –, contribuem para as experiências emocionais.

             Festa à fantasia do Tanaka - Medoooo


Assim, as emoções se constituem/são feitas de componentes subjetivos, comportamentais e fisiológicos, vejamos:

O componente subjetivo é o aspecto mais vívido das emoções, eis que, se compõe dos sentimentos e dos pensamentos refletidos no rosto humano. Schlosberg ([20--] apud DAVIDOFF, 2004, p. 371), classifica 03 (três) dimensões que descrevem os sentimentos expressos no rosto: 

A primeira vai de agradável a desagradável. 
A segunda dimensão vai da atenção até sua rejeição. 
E, a terceira etapa vai do intenso ao neutro.

             Jogo do Brasil - Eliminação na Copa 2010

O componente comportamental atua durante as respostas emocionais, englobando as expressões faciais, os gestos e as ações. Os músculos faciais são muito responsivos a emoção. Diz Schwartz ([20--] citado por DAVIDOFF, 2004, p. 371) que “o simples fato de ter pensamentos felizes ou tristes movimenta padronizadamente os músculos faciais”. A universalidade das expressões faciais, são programadas nos seres humanos por meio de seus gens.

                               Theo e suas acrobacias

 Enquanto a hereditariedade modela a gama de respostas humanas às emoções, os indivíduos aprendem gestos e ações – expressões emocionais – , também de suas famílias, ou mesmo, através de pessoas de seu convívio. Algumas respostas são escolhidas pela imitação e pela observação. Aquilo que se torna habitual depende em parte das consequências.

                                     André e Theo

Explicado o componente comportamental, passamos ao último deles, o componente fisiológico. CANNON ([20--] parafraseado DAVIDOFF, 2004, p. 373), sugeriu que “[...] o componente físico de uma emoção intensa supre os animais de energia, a qual ajuda a lidar com as emergências que originaram a emoção”. Com isso, as mesmas alterações fisiológicas que proporcionaram mais energia, também intensificaram as experiências emocionais. Reações físicas como: tremer, corar, empalidecer, suar, respirar rapidamente, sentir tontura e sensações de fraqueza emprestam às emoções uma qualidade de urgência e poder.

                                       Aquário de Lisboa

Ao final, conclui-se que os componentes subjetivos, comportamentais e fisiológicos estão entrelaçados e são interativos, estando continuamente exercendo influências entre si. Por isso, sabe-se que as emoções são mistas, embora tendamos a pensar que não. E, não só são mistas como também estão ligadas a motivos e vice-versa, por isso, apresentam-se em constante mudança –, portanto, volúveis.

DAVIDOFF, L. L., Introdução à Psicologia. São Paulo: Makron Boocks, 2004.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O professor universitário como agente transformador

Nos últimos anos, a preocupação com a formação docente vem ganhando espaço na área educacional. Na década de noventa, no quadro das mudanças sociais e tecnológicas que apresentavam novas maneiras de pensar, trabalhar e organizar o conhecimento, algumas redefinições das práticas educacionais tenderam a ampliar os papéis sociais e profissionais tradicionalmente atribuídos e constituídos aos professores universitários. 

Ninguém duvida que a formação docente é um fator essencial na qualidade da educação seja ela básica ou superior. Cada profissão tem seus cânones, que podem ser da esfera de uma teoria do conhecimento, de instituições formadoras ou de ordem cultural. Supondo já estes cânones, mesmo nas suas diversas variações, o que é ser professor?

                               Aula em Campos Novos 

De um modo geral pode-se classificar a dimensão pessoal e a dimensão institucional, como formadoras e caracterizadoras da condição de ser professor universitário. Mas, o que realmente interessa no que tange ao seu papel transformador é compreender o inter e o intrajogo vividas pelo professor em sua dimensão pessoal. 

Tanto a psicologia, quanto à sociologia e de igual forma a antropologia contribuem para explicação do processo de construção da subjetividade do professor nos seus aspectos assimilativos, relacionais, individuais e sociais. Todavia, existem questões mais importantes para essa conceituação, como a facilitação do ensino-aprendizagem, a qual tange a esfera da subjetividade do professor, marcando sua condição de ser professor.

Cite-se o exemplo do professor que se propõe a provocar discussões entre seus alunos, onde busca suscitar a reflexão e, no auge da discussão, pede insistentemente a palavra para explanar seu próprio pensamento ou mesmo, sempre tem algo a acrescentar depois da fala dos alunos, mesmo que estes tenham exposto de modo claro e completo o assunto debatido.

O referido professor sente ao falar um grande prazer – um prazer de ter sido ouvido. E, sente também, um prazer em se perceber e ser percebido como uma pessoa bastante sabida. É congruente com o que se espera dele, ou seja, um professor que conhece, amarra as discussões e sabe ter a palavra. 

                                III Congresso de Novos Direitos 

Todavia, tal relação se repetitiva, pode provocar uma construção subjetiva entre os sujeitos, totalmente contrária aos ideais e interesses iniciais do professor, especialmente no que diz respeito à cooperação, participação, motivação e interesse dos alunos na assimilação dos conteúdos.

Não basta o professor universitário querer racionalmente ser democrático e cooperativo na relação com seus alunos. É preciso que sua práxis, que sua condição de ser com outro seja vivido a partir de uma coerência com o que pensa e com o que diz através de diferentes metodologias. Enquanto os aspectos da subjetividade do professor não forem transformados ele falhará em seus intentos.

É necessário, para tanto, apreender a condição de ser professor a partir do vivido nas relações cotidianas de sala de aula para buscar a transformação, o crescimento e o desenvolvimento do profissional professor.

                                                                   Theo com 08 meses!

Essa origem semântica, que resume o valor intrínseco e original do “ser professor”, está esquecida, perdida no tempo, especialmente na educação superior, em que o imaginário, o diferente - é repelido pelas formalidades e padrões estáticos das instituições. 

Outro aspecto pouco considerado atualmente, trata-se em definir quais as habilidades e conhecimentos devem ter um professor, que, por certo, devem transpor apenas o domínio do conteúdo que irá ensinar. 

No que se segue, deseja-se argumentar que uma forma de repensar e reestruturar a natureza da atividade docente é encarar os professores universitários como intelectuais transformadores.

A categoria de intelectual é útil de diversas maneiras. Primeiramente, ela oferece uma base teórica para examinar a atividade docente como forma trabalho intelectual, em contraste com sua definição em termos puramente instrumentais ou técnicos. Em segundo lugar, ela esclarece os tipos de condições ideológicas e práticas necessárias para que os professores funcionem como intelectuais. Em terceiro, ela ajuda a elucidar o papel que os professores desempenham na produção e legitimação de interesses políticos, econômicos e sociais variados através das pedagogias por eles endossadas e utilizadas. 

                                            Visita ao Presídio Joaçaba - Aula prática 

Ao encarar os professores universitários como intelectuais, pode-se elucidar a importante idéia de que toda a atividade humana envolve alguma forma de pensamento. Este ponto é crucial, pois ao se argumentar que o uso da mente é uma parte geral de toda atividade humana, se dignifica a capacidade de integrar o pensamento e a prática, e, assim, destacar a essência do que significa enxergar estes professores como profissionais reflexivos.

Dentro deste discurso, os professores universitários, vulgos, docentes, podem ser vistos não simplesmente como operadores profissionalmente preparados para atingirem metas de aprovação a eles apresentados, ao invés disso, devem ser vistos como homens e mulheres livres, com uma dedicação especial aos valores do intelecto e ao fomento da capacidade crítica dos jovens e adultos em um largo espectro de formação.

Assim que, educar é ensinar a agir, sendo que o conhecimento não é um luxo intelectual que o ser humano adquire abstratamente, mas, o qual resulta de circunstâncias práticas que visam solucionar situações reais da vida. Quem conhece transita livre pela vida, pelos ideais que se propõe.

                                                         Theo e sua bicicleta 

De igual forma, o papel do ensino não pode ser reduzido ao simples treinamento de habilidades práticas, ao invés disso, ele deve envolver a educação de uma classe de intelectuais, vital pra o desenvolvimento de uma sociedade livre, necessária para o desenvolvimento de uma ordem e sociedade democráticas.

Num sentido mais amplo, os professores, como um todo, devem se tornar intelectuais transformadores se quiserem educar os estudantes para serem cidadãos ativos e críticos. Sua missão é apontar o significado das coisas, assinalarem o que julgam importante, marcante, distinto; e, para isso é necessário selecionar, escolher e julgar o objeto de estudo segundo seus próprios critérios subjetivos.

Quando se ensina algo, por mais que seja apenas um conteúdo do currículo tradicional, deve estar contido na forma de ensinar seus próprios valores culturais, morais e éticos, além de sua capacidade de interpretar os signos e de se comunicar. Para além do que diz ou escreve, o ato de ensinar inclui também seu comportamento pessoal, sua maneira de ser, pensar e agir, até mesmo fora da escola/universidade. 

Ser professor refere-se também, e, sobretudo, ao exemplo que se dá. Mais do que “transmitir saberes”, ensinar é emitir novos signos que os alunos: recebem, digerem, interpretam e levam vida afora.
                                     Renata, Grazi e Eu, na visita técnica, em São Cristovão do Sul

Para desempenhar adequadamente esse importante papel, o professor universitário, como os demais profissionais da época atual, não podem ser acomodados, alguém que já considere ter chegado ao máximo em sua sabedoria. Pelo contrário, devem estar sempre "insatisfeitos" com o seu trabalho no sentido de que sintam que há sempre algo a mais a fazer. Há muito ainda à aprender. Enfim, devem procurar aperfeiçoar o seu trabalho, para fazer da sala de aula suas conquistas e pesquisas.

Porém, tudo isso só irá acontecer quando os professores dominarem, além dos conteúdos que irão ensinar, também as metodologias do ensino – a didática. Nenhum resultado de aprendizagem irá ocorrer se os professores saibam o que ensinar, mas continuarem a ignorar o como ensinar.  Não se deve perder o sentido do que se faz.

                                                                          Chuvisco bebê

Ensinar vem do latim insignare que significa 'marcar com um sinal', indicar um caminho, um sentido. Educa-se, quando se ensina com sentido. Educar é impregnar de sentido a vida e a profissão docente está centrada na vida, no bem querer.

Muitos acadêmicos chegam hoje à universidade, na maior parte das vezes, sem saber por quê estão ali. Não vêem sentido no que estão aprendendo. Querem saber, mas não aprender o que lhes é ensinado. E aí entra o papel do professor universitário: construir sentido; transformar o obrigatório em prazeroso; selecionar criticamente o que se deve aprender numa era de impregnação de informações. Motivar os alunos é obrigação do professor; fazer que eles compreendam a utilidade e importância do que estão estudando é também tarefa do professor e não do aluno como muitos pensam...


                                                       Grão e Theo 

Ser professor hoje é viver intensamente o seu tempo, com consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem professor. Eles não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica, mas, também formam pessoas. Eles fazem fluir o saber, porque constroem sentido para a vida, afirmam valores e, buscam, numa visão emancipadora, um mundo mais humanizado, mais produtivo e mais saudável para a coletividade. 

Ser professor obriga a opções constantes, 
que cruzam sua maneira de ser com a sua maneira de ensinar e
que desvenda na sua maneira de ensinar sua maneira de ser.

Nesta descrição do que deva ser o professor universitário do século XXI, não tem mais espaço para professores donos de um saber, mas apenas lugar para aqueles que tenham a humildade de também serem aprendizes pois, a única diferença que os separa de seus alunos é que eles - professores, são profissionais do ensino e, por isso, comprometidos com o aprender e o ensinar. 

                                       Pintura da sala da chacará!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Saindo do ostracismo!

I'm back!

Depois de um longo tempo de silêncio resolvi emergir das trevas ou melhor da claridade, já que minha vida tem refletido últimamente luz solar; também não poderia ser diferente, pois só graças e bençãos temos alcançado neste 2012.
 
 Theo e Gael

Depois de um programa de orientação espiritual para me guiar nas estradas da vida, enterrei tudo o que me incomodava do passado com areia e cimento e passei a objetivar o futuro com ações em concreto, deixando para o presente todas as realizações que possam me dar prazer e alegria; afinal nós só temos a garantia do hoje. "Alguém disse que a vida é uma festa. A gente chega depois que começou e sai antes que acabe." ficando com a melhor fatia do bolo. Por isso, I'm back! Back to the Blog!



 Areia para concretagem

Todavia, em meio a tantas alegrias, também há pedras no caminho. Mas,"O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direção para a qual nos movemos." (Oliver Wendell Holmes).

 Rumo a Curitiba

A Bíblia diz em Salmos 19: 

“[Salmo de Davi para o músico-mor] Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho. A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor. A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices.
Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos. Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa. Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos. Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhorie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão. Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu!” 

 Fé na Notre Dame

Recebida a mensagem de Deus, hoje ouso a dizer que não estou mais fraca, nem sinto mais meu esqueleto bambo. Minhas mãos estão ativas e meu cérebro vivo. Meu coração está aberto e meus sentimentos limpos. Estou em pé, firme e forte para os novos caminhos que o senhor me conduz! Novamente digo e repito, I'm Back! De volta ao meu velho prazer de escrever!

sábado, 10 de setembro de 2011

"Fina Homenagem"


Meus Caros,

É com pesar e alegria que me desculpo por não estar presente neste grande dia de conquista para todos nós, especialmente, para vocês, é óbvio. Bem, foram coisas do destino para quem acredita; coincidências da vida para quem quer. O que houve é que fui premiada com duas homenagens de turma, e o mais inusitante, as duas, no mesmíssimo dia!

Duas turmas estimadas, de cursos e campus distintos e, cada qual, com sua história e vitória. O engraçado é que a notícia da homenagem também se deu ao mesmo tempo, com minutos de diferença, coisa bem de novela, as quais adoro, menos a das 7, essa não! Mas, não sou daquelas que não podem perder o último capítulo por um convite mais amplo de vida!

Vocês me convidaram primeiro, apenas um detalhe da história. Homenagens que não esperava. Nem de uma, nem de outra turma; o que tornou, ainda mais, prazerosa e gratificante a surpresa! Uma alegria só, que num misto de euforia e contentamento se tornaram conflituosas, já que em toda boa trama, sempre cabe um bom drama!

Em qual eu irei? Qual turma eu não decepcionarei?

Vocês são representantes do meu curso de formação - Direito, minha paixão. Uma das. Tenho várias outras também, novelas, por exemplo. Elas, batalhadoras do Serviço Social, assistentes desta realidade caótica, em prol da verdadeira Justiça Social.

O belo drama mexicano...

Gosto do enredo da nossa história que se afirmou em um outro tipo de convite: a Vida, lembram? Vocês marcam a minha estória, minha trajetória e encerram um ciclo de minha vida. Morria um anjo quando o convite à vida foi lançado nas sabias palavras da minha amiga Flavinha. E, nasce agora outro, em uma nova etapa para todos nós: Benício, o filho de Maria.


Sempre deve haver um novo começo para acabar com a velha trama... E, assim, nos encaminhamos para o último capítulo, aquele do qual não se pode  perder. Mas, como já disse não troco emoções por ficções!  

O certo é que ambas turmas, transformaram a minha forma de ser. Apreendi tanto com as meninas do Serviço Social, como com a galera do Direito, a condição de ser professor. As relações travadas por nós na sala de aula só me fizeram crescer, evoluir. Mas, a balança  pendeu para o Serviço Social. Foi a primeira turma na qual lecionei; fato que marca meu começo nesta outra paixão, a Educação. 

E, o capítulo final hein, o que reserva?

Bem, irei à homenagem do Serviço, mas meu pensamento estará em vocês também. Afinal, o Direito deve estar presente nesta colação. Vou representar a Deusa Themis! Novela gente! Apenas um personagem da trama! Pensaram em fantasia, né!

Mas, as últimas cenas, as mais aguardadas pelos telespectadores e noveleiros de plantão, não vou perder! Chegarei à tempo da valsa e o estouro da champagne! Pois, como em todo final de novela, o novo começo só se inicia depois de uma boa festa! Digno de um final feliz! 



Nos vemos lá!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Curso de Extensão em Perícias Judiciais


A Unoesc Virtual estará promovendo o Curso de Extensão em Perícias Judiciais, totalmente à distância, com carga horária de 60 horas/aula, a ser realizado em um período de aproximadamente 60 dias, iniciando-se em 1º de fevereiro de 2011.

Para o acompanhamento adequado, recomenda-se que o participante tenha disponibilidade de 1 hora/dia, distribuída entre leituras e atividades. No Portal de Ensino serão desenvolvidas as atividades de interação, de pesquisa e avaliações, de acordo com o ritmo e horários em que for mais conveniente para cada aluno; observando-se sempre o cronograma do curso. Os conteúdos serão elaborados por professores especialistas na área e disponibilizados no Portal de Ensino.

O Módulo 01 (Ética na perícia judicial) e o Módulo 02 (A prova pericial na sistemática processual civil) são de cunho obrigatório e servem de pré-requisito, se for de interesse do aluno, a qualquer uma das modalidades ofertadas no módulo 03 (A perícia judicial – aspectos particulares), as quais serão disponibilizadas de forma individualizada, de modo que um mesmo aluno poderá escolher dentre os três módulos oferecidos, aquele que mais atenda aos seus interesses. Estes módulos específicos, nesta etapa inaugural, se centrará nas perícias: contábil, ambiental e médica trabalhista.

Assim, o curso tem como público alvo:

· Contadores;
· Profissionais do Direito;
· Economistas;
· Médicos;
· Engenheiros;
· Estudantes de Direito, Medicina, Engenharia, Ciências Contábeis, Administração e outras áreas;
· Demais interessados.

De acordo com seus objetivos, o Curso de Perícias Judiciais pretende levar ao seu público-alvo, conhecimento técnico operacional acerca dos laudos periciais, envolvendo os participantes em atividades que promovam seu aprimoramento pessoal e profissional.

As inscrições já estão disponíveis na página da Unoesc: http://www.unoesc.edu.br/cursos/extensao/per%C3%ADcias%20judiciais%20/joacaba

A disposição para quaisquer esclarecimentos,

_________________________________________________
Carolina de Figueiredo Furtado
Coordenadora do Curso de Extensão em Perícias Judiciais
Professora do Curso de Direito

domingo, 17 de outubro de 2010

Política para reflexão

"Carta Aberta aos Candidatos à Presidência da República

São Paulo, 17 de outubro de 2010

Prezada Dilma Rousseff, Prezado José Serra,

Agradeço, inicialmente, a deferência com que ambos me honraram ao manifestar interesse em minha colaboração e a atenção que dispensaram às propostas e ideias contidas na "Agenda para um Brasil Justo e Sustentável" que nós, do Partido Verde, lhes enviamos neste segundo turno das eleições presidenciais de 2010.

Embora seus comentários à Agenda mostrem afinidades importantes com nosso programa, gostaríamos que avançassem em clareza e aprofundamento no que diz respeito aos compromissos. Na verdade, entendemos que somos o veículo para um diálogo de ambos com os eleitores a respeito desses temas. Nesse sentido, mantemo-nos na posição de mediadores, dispostos a continuar colaborando para que esse processo alcance os melhores resultados.

Aos contatos que tivemos e aos documentos que compartilhamos, acrescento esta reflexão, que traz a mesma intenção inicial de minha candidatura: debater o futuro do Brasil.


Quero afirmar que o fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade em relação aos rumos da campanha. Creio mesmo que uma posição de independência, reafirmando ideias e propostas, é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro.

Já disse algumas vezes que me sinto muito feliz por, aos 52 anos, estar na posição de mantenedora de utopias, como os brasileiros que inspiraram minha juventude com valores políticos, humanos, sociais e espirituais. Hoje vejo que utopias não são o horizonte do impossível, mas o impulso que nos dá rumo, a visão que temos, no presente, do que será real e terreno conquistado no futuro.

É com esse compromisso da maturidade pessoal e política e com a tranquilidade dada pelo apreço e respeito que tenho por ambos que ouso lhes dirigir estas palavras.


Quando olhamos retrospectivamente a história republicana do Brasil, vemos que ela é marcada pelo signo da dualidade, expressa sempre pela redução da disputa política ao confronto de duas forças determinadas a tornar hegemônico e excludente o poder de Estado. Republicanos X monarquistas, UDN X PSD, MDB X Arena e, agora, PT X PSDB.

Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre si até as últimas consequências.

Ambos, ao rejeitarem o mosaico indistinto representado pelo guarda-chuva do MDB, enriqueceram o universo político brasileiro criando alternativas democráticas fortes e referendadas por belas histórias pessoais e coletivas de lutas políticas e de ética pública.

Agora, o mergulho desses partidos no pragmatismo da antiga lógica empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da sociedade, em nome do bem-comum.

A permanência dessa dualidade destrutiva é característica de um sistema politico que não percebe a gravidade de seu descolamento da sociedade. E que, imerso no seu atraso, não consegue dialogar com novos temas, novas preocupações, novas soluções, novos desafios, novas demandas, especialmente por participação política.


Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras e ainda guardam a marca de origem na qualidade de seus quadros, são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites.

Esse pragmatismo, que cada um usa como arma, é também a armadilha em que ambos caem e para a qual levam o país. Arma-se o eterno embate das realizações factuais, da guerra de números e estatísticas, da reivindicação exclusivista de autoria quase sempre sustentada em interpretações reducionistas da história.

Na armadilha, prende-se a sociedade brasileira, constrangida a ser apenas torcida quando deveria ser protagonista, a optar por pacotes políticos prontos que pregam a mútua aniquilação.

Entendo, porém, que o primeiro turno de 2010 trouxe uma reação clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político diferente.

Se soubermos aproveitá-la com humildade e sabedoria, a realização do segundo turno, tendo havido um terceiro concorrente com quase 20 milhões de votos, pode contribuir decisivamente para quebrar a dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em nosso país.

Esta etapa eleitoral cria uma oportunidade de inflexão para todos, inclusive ou principalmente para vocês que estão diante da chance de, na Presidência da República, liderar o verdadeiro nascimento republicano do Brasil.


Durante o primeiro turno, quando me perguntavam sobre como iria compor o governo e ter sustentação no Congresso Nacional, sempre dizia que, em bases programáticas, iria governar com os melhores de cada partido. Peço que vejam na votação concedida à candidatura do PV algo que ultrapassa meu nome e que não se deixem levar por análises ligeiras.

Esses votos não são uma soma indistinta de pendores setoriais. Eles configuram, no seu conjunto, um recado político relevante. Entendo-os como expressão de um desejo enraizado no povo brasileiro de sair do enquadramento fatalista que lhe reservaram e escolher outros valores e outros conteúdos para o desenvolvimento nacional.


E quem tentou desqualificar principalmente o voto evangélico que me foi dado, não entendeu que aqueles com quem compartilho os valores da fé cristã evangélica, vão além da identidade espiritual. Sabem que votaram numa proposta fundada na diversidade, com valores capazes de respeitar os diferentes credos, quem crê e quem não crê. E perceberam que procurei respeitar a fé que professo, sem fazer dela uma arma eleitoral.

Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos. São inspiração para o mundo. Não há porque discriminar ou estigmatizar convicções religiosas ou a ausência delas quando, mesmo diferentes, nos encontramos na vontade comum de enfrentar as distorções que pervertem o espaço da política. Entre elas, a apropriação material e imaterial indevida daquilo que é público, seja por meio de corrupção ou do apego ao poder e a privilégios; a má utilização de recursos e de instrumentos do Estado; e o boicote ao novo.


Assim, ao contrário de leituras reducionistas, o apoio que recebi dos mais diversos setores da sociedade revela uma diferença fundamental entre optar e escolher. Na opção entre duas coisas pré-colocadas e excludentes, o cidadão vota "contra' um lado, antes mesmo de ser a favor de outro. Na escolha, dá-se o contrário: o voto se constrói na história, na ampliação da cidadania, na geração de novas alternativas em uma sociedade cada vez mais complexa.

A escolha, agora, estende-se a vocês. É a atitude de vocês, mais que o resultado das urnas, que pode demarcar uma evolução na prática política no Brasil. Podemos permanecer no espaço sombrio da disputa do poder pelo poder ou abrir caminho para a política sustentável que será imprescindível para encarar o grande desafio deste século, que é global e nacional.

Não há mais como se esconder, fechar os olhos ou dar respostas tímidas, insuficientes ou isoladas às crises que convergem para a necessidade de adaptar o mundo à realidade inexorável ditada pelas mudanças climáticas. Não estamos apenas diante de fenômenos da natureza.

O mega fenômeno com o qual temos que lidar é o do encontro da humanidade com os limites de seus modelos de vida e com o grande desafio de mudar. De recriar sua presença no planeta não só por meio de novas tecnologias e medidas operacionais de sobrevivência, mas por um salto civilizatório, de valores.

Não se trata apenas de ter políticas ambientais corretas ou a incentivar os cidadãos a reverem seus hábitos de consumo. É necessária nova mentalidade, novo conceito de desenvolvimento, parâmetros de qualidade de vida com critérios mais complexos do que apenas o acesso crescente a bens materiais.

O novo milênio que se inicia exige mais solidariedade, justiça dentro de cada sociedade e entre os países, menos desperdício e menos egoísmo. Exige novas formas de explorar os recursos naturais, sem esgotá-los ou poluí-los. Exige revisão de padrões de produção e um fortíssimo investimento em tecnologia, ciência e educação.

É esse, em síntese, o sentido do que chamamos de Desenvolvimento Sustentável e que muitos, por desconhecimento ou má-fé, insistem em classificar como mera tentativa de agregar mais alguns cuidados ambientais ao mesmo paradigma vigente, predador de gente e natureza.

É esse mesmo Desenvolvimento Sustentável que não existirá se não estiver na cabeça e no coração dos dirigentes políticos, para que possa se expressar no eixo constitutivo da força vital de governo. Que para ganhar corpo e escala precisa estar entranhado em coragem e determinação de estadista. Que será apenas discurso contraditório se reduzido a ações fragmentadas logo anuladas por outras insustentáveis, emanadas do mesmo governo.

E, finalmente, é esse o Desenvolvimento Sustentável cujos objetivos não se sustentarão se não estiver alicerçado na superação da inaceitável, desumana e antiética desigualdade social. Esta é ainda a marca mais resistente da história brasileira em todos os tempos, em que pesem os inegáveis avanços econômicos dos últimos 16 anos, que nos levaram à estabilidade econômica, e das recentes conquistas sociais que tiraram da linha da pobreza mais de 24 milhões de pessoas e elevaram à classe média cerca de 30 milhões de pessoas.


A sociedade, em sua sábia intuição, está entendendo cada vez mais a dimensão da mudança e o compromisso generoso que ela implica, com o país, com a humanidade e com a vida no Planeta. Os votos que me foram dados podem não refletir essa consciência como formulação conceitual, mas estou certa de que refletem o sentimento de superação de um modelo. E revelam também a convicção de que o grande nó está na política porque é nela que se decide a vida coletiva, se traçam os horizontes, se consolidam valores ou a falta deles.

Essa perspectiva não foi inventada por uma campanha presidencial. Os votos que a consagram estão sendo gestados ao longo dos últimos 30 anos no Brasil, desde que a luta pela reconquista da democracia juntou-se à defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, no campo e na floresta.

Parte importante da nossa população atualizou seus desafios, desejos e perspectivas no século 21. Mas ainda tem que empreender um esforço enorme e muitas vezes desanimador para ser ouvida por um sistema político arcaico, eleitoreiro, baseado em acordos de cúpula, castrador da energia social que é tão vital para o país quanto todas as energias de que precisamos para o nosso desenvolvimento material.


Estou certa de que estamos no momento ao qual se aplica a frase atribuída a Victor Hugo: "Nada é mais forte do que uma idéia cujo tempo chegou".

O segundo turno é uma nova chance para todos. Para candidatos e coligações comprometerem-se com propostas e programas que possam sair das urnas legitimados por um vigoroso pacto social entre eleitos e eleitores. Para os cidadãos, que podem pensar mais uma vez e tornar seu voto a expressão de uma exigência maior, de que a manutenção de conquistas alie-se à correção de erros e ao preparo para os novos desafios.

Mesmo sem concorrer, estamos no segundo turno com nosso programa, que reflete as questões aqui colocadas. Esta é a nossa contribuição para que o processo eleitoral transcenda os velhos costumes e acene para a sustentabilidade política que almejamos.

Como disse, ousei trazer a vocês essas reflexões, mas não como formalidade ou encenação política nesta hora tão especial na vida do país. Foi porque acredito que há terreno fértil para levarmos adiante este diálogo. [...].

[...].

Que Deus continue guiando nossos caminhos e abençoando nossa rica e generosa nação.

Marina Silva"